Com a União Desportiva do Songo, campeã em título, já fora da corrida pela revalidação do troféu, chegar-se-á a uma sequência de oito anos - desde 2018 - sem que nenhum clube consegue conquistar o Moçambola em duas épocas consecutivas.
A última equipa a alcançar essa proeza foi precisamente a UD Songo, que conquistou os títulos de 2017 e 2018. Desde então, o principal campeonato de futebol do país tem sido marcado pela alternância de campeões, o que pode estar a evidenciar maior competitividade da prova e a dificuldade de qualquer emblema em prolongar um ciclo de domínio.
Depois do bicampeonato dos “hidroeléctricos” de Tete, nenhum outro clube conseguiu repetir o título na época seguinte. Costa do Sol (2019), Associação Black Bulls (2021 e 2024), Ferroviário da Beira (2023) e, novamente, a UD Songo (2022 e 2025) figuram entre os campeões que não conseguiram dar continuidade às respectivas conquistas.
Na presente temporada, a UD Songo entrou em prova com o estatuto de campeã em título, mas não conseguiu contrariar esta tendência. Há duas jornadas, perdeu matematicamente a possibilidade de revalidar o troféu, vendo a Black Bulls e o Costa do Sol, seus principais concorrentes, reforçarem as aspirações à conquista do campeonato.
Fica evidente que mais do que chegar ao topo, o desafio dos clubes desde 2028 tem sido permanecer nele. A alternância de campeões pode demonstrar como a regularidade e a capacidade de resistir à pressão dos adversários são determinantes numa competição em que as diferenças entre os principais candidatos podem ser decisivas.

