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Foto: António Gombe
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TAÇA DE MOÇAMBIQUE

SHELTON E MAURICE ASSINAM REVIRAVOLTA

O Ferroviário da Beira carimbou, na tarde de ontem, o passaporte para as meias-finais da Taça de Moçambique, ao derrotar a União Desportiva de Songo (UDS) por 2-0, no “Caldeirão” do Chiveve, numa partida em que a persistência dos “locomotivas” acabou por fazer a diferença, depois de uma primeira parte marcada pelo desperdício de oportunidades.

Obrigada a recuperar da desvantagem (0-1) trazida da primeira “mão”, a formação orientada por Akil Marcelino entrou determinada a resolver a eliminatória diante do seu público, que acorreu em massa ao campo para empurrar a equipa rumo à próxima fase da competição.

Shelton, aos 71 minutos, e Maurice, já aos 90+6, foram os protagonistas da vitória que confirmou a passagem dos “locomotivas”, numa partida em que a equipa da casa assumiu as despesas do jogo, criou inúmeras ocasiões para marcar, mas revelou dificuldades na hora da finalização.

Desde os primeiros minutos, o Ferroviário da Beira mostrou-se mais agressivo, privilegiando a circulação da bola e procurando explorar os espaços na defensiva contrária.

A intenção era clara: chegar rapidamente ao golo que permitisse restabelecer a igualdade na eliminatória e relançar a discussão pela qualificação.

Apesar da pressão inicial, Songo também mostrou capacidade para criar perigo, obrigando os anfitriões a manterem-se sempre atentos. Num dos lances mais ameaçadores da formação visitante, Macaime rematou à baliza de Paizinho, mas a bola embateu no poste, deixando o guarda-redes dos “locomotivas” sem hipóteses de intervenção.

O encontro manteve-se aberto, com as duas equipas a procurarem chegar à baliza adversária, embora conscientes de que qualquer erro poderia comprometer as aspirações de seguir em frente na prova.

Mesmo depois de a UDS conseguir equilibrar a partida, o Ferroviário continuou a aparecer com maior frequência junto da baliza defendida por Fazito.

Aos 32 minutos, surgiu uma das melhores ocasiões da primeira parte, quando Maré cruzou para a área e Dayo, em boa posição, não conseguiu desviar a bola para o fundo das redes, numa jogada em que o guarda-redes visitante já estava batido.

Os “locomotivas” beneficiaram ainda de vários livres em zonas perigosas, mas a execução das bolas paradas não conseguiu transformar essas situações em golos.

A partida ficou igualmente marcada por momentos de tensão, com jogadores e membros do banco técnico da União Desportiva de Songo a contestarem decisões da equipa de arbitragem.

Os protestos contribuíram para o aumento da temperatura competitiva e resultaram na exibição de cartões amarelos.

Com o marcador em branco, as duas equipas recolheram aos balneários, deixando a decisão da eliminatória para a segunda parte.

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