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"Se há alguma insatisfação ou inquietação podem dirigir-se ao mister e resolvemos todas questões dentro de casa”, atira Caló.
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MOÇAMBOLA

CALÓ SACODE PRESSÃO E RESPONDE AO PRESIDENTE DO CLUBE

O Ferroviário de Maputo regressou ontem às vitórias, ao derrotar o seu homónimo de Lichinga (2-0), em jogo da 11.ª jornada do Moçambola. O momento, que seria de celebração, serviu para o técnico dos “locomotivas”, Carlos “Caló” Manuel, pôr alguns pontos nos is.

“Eu penso que não fica muito bem, sobretudo nas vésperas de um jogo, quando aparecem informações nos jornais a falar sobre o plantel, sobre o treinador (…),  se há problemas dentro de uma casa, os problemas têm que ser resolvidos dentro de casa. As pessoas têm via directa para falar comigo, têm acesso a mim a qualquer altura. Se há alguma insatisfação ou inquietação podem dirigir-se ao mister e resolvemos todas questões dentro de casa”, contestou Caló, rejeitando a ideia de que o clube tenha satisfeito todos os seus pedidos, tal como revelou o presidente do Ferroviário de Maputo, Ório Benzane, em entrevista publicada esta segunda-feira no “Desafio”.

“No início da época fizemos alguns pedidos que não foram satisfeitos. E as pessoas não têm a amabilidade de aparecer e dizer ‘não conseguimos’. Aparecer agora nos jornais a dizer que demos tudo o que tínhamos de dar  não é verdade. Eu acho que é preciso haver frontalidade, de falar olhos nos olhos, e dizer que nós demos isto que você pediu, nós demos aquilo, não conseguimos isto, para passar uma imagem aberta para a opinião pública”, desabafou. 

 “Se o Ferroviário pretende voltar a disputar títulos, terá de ser mais ambicioso no mercado de transferências. Se somos candidatos efectivamente ao título, vamos lutar pelo título, é preciso que tenhamos reforços de peso, reforços de qualidade. Não basta só ser forte (…). Quais são os jogadores que vocês acham que têm tanta qualidade para discutirmos o título de igual para igual com os outros?”, questionou Caló, antes de rematar.

“A minha indignação está em as pessoas aparecerem a falar nos jornais coisas que deviam ter falado aqui dentro. Eu acho que isso não fica bem. Acho que não é uma boa mensagem”, rematou.

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