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Avançado foi o herói dos “tricolores”. (Foto: Félix Matsinhe)
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MOÇAMBOLA

JAFETE GARANTE TRIUNFO QUE DEMOROU 100 DIAS

A longa espera pela primeira vitória do Maxaquene durou 100 dias, período em que os “tricolores” realizaram 11 jogos, num total de 990 minutos.

Ontem, no “Matchiki-Tchiki”, o Maxaquene recebeu e derrotou o Ferroviário de Nacala por 1-0, em partida da 13.ª jornada do Campeonato Nacional de Futebol – Moçambola-2026.

Havia pouco espaço para respirar. O Maxaquene entrou em campo consciente de que cada ponto vale ouro na luta para fugir da zona perigosa do Moçambola. Do outro lado, o Ferroviário de Nacala apareceu disposto a evitar que tal acontecesse.

No fim do encontro, depois de oportunidades desperdiçadas, defesas decisivas e uma defesa obrigada a vestir o fato de combate, os “tricolores” encontraram no pé de Jafete a diferença que procuravam.

Aos 17 minutos, o avançado assumiu a responsabilidade e, da marca dos onze metros, não perdoou, convertendo uma grande penalidade. Foi o terceiro golo de Jafete na competição e o quinto do Maxaquene nesta edição do Moçambola.

Os “tricolores” tiveram ocasiões para aumentar a vantagem e resolver cedo a partida. Faltou, porém, frieza no último toque. Aos 39 minutos, estiveram mesmo perto de festejar novamente, mas a bandeirola levantada para assinalar fora-de-jogo anulou o lance e manteve o resultado mínimo.

Ao intervalo, o Maxaquene vencia por 1-0, mas estava longe de estar tranquilo, pois o Ferroviário de Nacala não fazia figura de espectador.

Na segunda parte, o jogo ganhou outro desenho. O Maxaquene continuou à procura do segundo e chegou a enquadrar cinco remates, mas nenhum terminou no fundo das redes.

Como o ataque não conseguia encontrar a tranquilidade necessária para dilatar o marcador, a defesa teve de trabalhar mais. Foi precisamente aí que apareceu Ricardo. Frio quando era preciso, o guarda-redes “tricolor” respondeu com duas intervenções de grande nível, negando ao Ferroviário de Nacala aquilo que parecia cada vez mais próximo: o empate.

Os “locomotivas” não desistiram. Brito tentou surpreender de longe, mas o remate saiu por cima da baliza. Num desses momentos de aperto, Nazir apareceu dentro da grande área para fazer um corte providencial e impedir que a ameaça se transformasse em golo.

Com o fim do encontro a aproximar-se, os lances pareciam explicar a partida: o Maxaquene já não jogava apenas para ganhar, mas também para resistir à pressão adversária até porque ainda tem em mente os pontos perdidos na ponta final, tal como foi contra AD Vilankulo.

Desta vez resistiu até nos seis minutos de compensação concedidos por Eduardo Chissano, cujo apito final confirmou o triunfo do Maxaquene, que, finalmente, “quebrou o jejum” e conquistou a primeira vitória no Moçambola-2026.

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