A Black Bulls “cimentou” a liderança ao vencer a Liga de Sofala (0-1), na casa desta, totalizando agora 44 pontos, mais sete do que o Costa do Sol (37) e 10 o Ferroviário da Beira (34).
Nesta ronda, o Ferroviário da Beira confirmou o seu mau momento ao perder pela segunda vez consecutiva, no Caldeirão do Chiveve, desta vez, frente aos “locomotivas” de Maputo (0-1), na sequência de um golo apontado por Clésio na ponta final do jogo (90+5). Vale lembrar que, antes deste deslize, a equipa beirense foi derrotada pelos “touros”.
O desaire deixou o técnico Akil Marcelino em completo desespero e sem explicações para justificar o período atravessado pela sua equipa, sobretudo, nos últimos dois jogos, nos quais falhou duas grandes penalidades, ficando cada vez mais em desvantagem pontual com a Black Bulls.
Esta vitória permitiu ao Ferroviário de Maputo subir um degrau na tabela classificativa, agora com 26 pontos, figurando na sexta posição.
Por seu turno, o Costa do Sol deu um passo extremamente importante na deslocação a Cahora Bassa, ao vencer a União Desportiva do Songo (1-2), ganhando vantagem sobre os “locomotivas”, passando a somar 37 pontos, mais três do que os “locomotivas” do Chiveve (34).
Referir que Chico Muchanga inaugurou o marcador, deixando os adeptos “hidroeléctricos” desesperados, mas o golo de empate, concretizado por Diaw, devolveu a esperança de um melhor resultado.
No entanto, os “canarinhos” não ficaram a dormir, mantiveram-se confiantes em sair com os três pontos, que foram confirmados com o golo de Karim, colocando um ponto final ao sonho dos donos da casa em conseguirem um resultado satisfatório, mantendo-se com os 25 pontos que traziam das rondas anteriores e descendo ao sétimo lugar.
Em Moatize, o Chingale retornou às vitórias, e, por sinal, num confronto com adversário directo, o Maxaquene (1-0). Vencendo, os “canarinhos” saltaram para a 13.ª posição, trocando de lugar com os “tricolores”, já com duas derrotas na nova versão de comando técnico, onde Manuel Casimiro ainda deve trabalhar muito para salvar a equipa do caminho que se pode assemelhar ao de 2019, quando desceram à “segundona”.
Os “tricolores” voltam a jogar amanhã, diante da União Desportiva do Songo, em partida em atraso, da 20.ª ronda, cujo desfecho é uma incógnita, não pela qualidade e orçamento dos dois intervenientes, mas pelas reacções à parte psicológica, dado o período que ambas atravessam.

