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MOÇAMBOLA

SONGO QUEIXA-SE À FMF CONTRA ÁRBITROS E INDIFERENÇA DA CNAF

A União Desportiva do Songo (UDS) vai submeter hoje à Federação Moçambicana de Futebol (FMF) uma queixa/exposição formal repudiando a actuação da arbitragem no jogo contra o Ferroviário da Beira, realizado no passado dia 25 de Outubro, no “Caldeirão” do Chiveve,  referente  à segunda “mão” dos quartos-de-final da Taça de Moçambique, ganho pelos “locomotivas”, por 2-0, e que determinou o afastamento dos “hidroeléctricos” da segunda maior prova da modalidade rainha, com um agregado de 2-1 a favor da equipa treinada por Akil Marcelino.
Isso acontece numa altura em que a UDS já está fora da luta pela revalidação do título no Moçambola-2026, a principal prova futebolística nacional. Aliás, ao ser eliminado pelo Ferroviário da Beira, o Songo, que era também detentor da Taça, perdeu também  a possibilidade de revalidar o título, terminando o ano sem conquistas.
Na carta de repúdio dirigida à FMF, a UDS queixa-se igualmente do funcionamento da Comissão Nacional de Árbitros de Futebol (CNAF), acusada de falta de acção ou indiferença perante várias reclamações contra a arbitragem, embora não formais, feitas pelos treinadores e alguns clubes.
Na carta, que tivemos acesso, o Songo diz que vem manifestar publicamente o seu mais veemente repúdio e profunda indignação relativamente à actuação da equipa de arbitragem naquela partida e que a sua preocupação ultrapassa os acontecimentos do próprio jogo, em particular, prendendo-se sobretudo com a forma como a CAF tem vindo a exercer a suas responsabilidades no que respeita à  nomeação, preparação, avaliação e responsabilização das equipas da arbitragem.
 “A UDS considera inaceitável que o futebol moçambicano continue a  conviver com decisões de arbitragem que suscitam sérias dúvidas quanto à qualidade, coerência e rigor técnico, comprometendo a confiança dos clubes, atletas, patrocinadores e adeptos na credibilidade das competições nacionais”, diz o documento assinado e que será entregue hoje à FMF.
Prosseguindo, o Songo ressalta que os clubes em Moçambique realizam investimentos significativos, mobilizam recursos financeiros, humanos e materiais, trabalham diariamente para elevar a qualidade do futebol nacional, sendo, neste contexto, inaceitável que todo esse esforço fique condicionado por actuações subjectivas de arbitragem, que no seu entendimento não correspondem aos padrões de competência e ao profissionalismo exigidos.

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