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JOJÓ EXPLORA O SEU LADO MECÂNICO EM SYDNEY

A conversa de hoje é com Jorge Miguel Larrouy Fernandes, mais conhecido por Jojó nas lides desportivas. Filho de Raul Fernandes e Mirita Fernandes, o nosso entrevistado nasceu em Tete há 52 anos, no dia 6 de Setembro, no Bairro Militar. É último duma família de quatro irmãos, atrás de Celestino, Armindo e Carlos “Camané”.

A sua carreira começa no Desportivo de Tete, donde desde cedo mostrou ser predestinado para grandes cavalgadas, o que fez com que os “alvi-negros” de Tete começassem, em pouco tempo, a ser pequenos para si. A saída para algum grande de Maputo já era, por isso, adivinhável.

Em 1988 muda-se para o Costa do Sol, onde juntou-se ao seu irmão Armindo. Pelos “canarinhos” teve a sorte de conquistar a Taça de Moçambique no ano da sua chegada para, em 1991, ganhar o único campeonato em território nacional.

Jogador bastante rápido e incansável, de drible fácil em progressão, com muita apetência para atacar e entrega abnegada ao jogo, o Boavista de Portugal não resistiu às suas qualidades e, após breve passagem (três meses) pelo Ferroviário de Maputo, seguiu para o clube do Bessa, em 1992.

Assinou contrato de três anos com o Major Joaquim Loureiro, mas devido ao excesso de estrangeiros foi emprestado três meses depois à União de Leiria. Seguiu-se a Ovarense (1994-95), Penafiel (1995-97), Belenenses (1997-99) e Espinho (1999-2005), clube em que foi campeão da II Divisão no ano do seu adeus a Portugal.

De lá para cá, Jojó – que foi peça-chave para a qualificação dos Mambas aos CAN’s da África do Sul (1996) e do Burkina Faso (1998) – vive em Sydney, Austrália, onde ainda jogou até 2010.

Pendurou as chuteiras aos 40 anos, altura em que já tinha aberto uma loja de venda e reparação de bicicletas. Do negócio não espera riqueza, mas confessa que lhe dá o suficiente para o seu sustento e o da filha única, a Mónica.

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