O Sporting de Geny Catamo derrotou o Braga por 2-4, em partida da 11.ª jornada da Liga Portuguesa, num jogo que esteve a perder por 2-0 ao intervalo. Os “leões” continuam líderes do campeonato com 11 vitórias em onze partidas, com 39 golos marcados e cinco sofridos.
Neste jogo que também foi o último de Rúben Amorim como treinador dos “leões, com via aberta para treinar o Manchester United, com quem celebrou contrato até 2027, o Braga entrou com a lição bem estudada e logo de início conseguiu dificultar os movimentos ofensivos do Sporting, tapando as acções das unidades mais produtivas, sobretudo na zona intermediária, mas também sem dar espaço ao “matador” Gyokeres.
A equipa tomou conta do jogo e criou perigo marcando aos 20 minutos, após um mau alívio de Zeno Debast, que colocou a bola em Horta, que inaugurou o marcador. Nessa jogada confusa, a rapaziada do Sporting pediu falta, mas o árbitro assim não o entendeu e confirmou o golo.
O Sporting sentiu-se pressionado e, porque o adversário impedia de fazer o jogo interior, foi obrigado a jogar pelas laterais, com Maxi a ser mais interventivo no jogo, quase sempre no directo a Pote, que, numa situação inesperada, teve uma lesão muscular abandonando o campo mais cedo e substituído por Geny Catamo, aos 25 minutos.
Lento, quase previsível, os “leões” não conseguiam encontrar os caminhos para a baliza de Matheus, que durante largo tempo foi um mero expectador, sobretudo pelo número de colegas colocados à sua frente para impedir que o adversário chegasse com perigo à sua baliza.
Mas sempre que o Sporting acelerasse colocava dificuldades à defesa do Braga, e numa dessas missões Gyokeres assistiu Maxi Araújo, que de trás para frente rematou forte, mas a bola passou ao lado.
Aos 45 minutos, Hjulmand teve uma má abordagem, fazendo a bola chegar a Daniel Bragança, que em zona central perdeu a disputa de lance com João Moutinho, que rapidamente deu a bola a Bruma. Este, por seu turno, lançou para Ricardo Horta, que sem dificuldades bisou na partida, fixando “placard” em 2-0.
O Sporting voltou do intervalo mais forte e com algumas mexidas no “xadrez” e aos 58 minutos reduziu (2-1), na sequência de um pontapé de canto de Quenda, que com a bola a ir à cabeça de St. Juste que, dentro da área, saltou bem mais alto que os adversários, acertando em cheio no poste. A bola sobrou para Morita, que, sem hesitar, rematou de primeira para o fundo das redes do Braga.
Três minutos depois, Geny esgueirou-se pela esquerda e cruzou para para Gyokeres, mas o sueco esticou-se bem sem conseguir a bola por centímetros.
Aos 81 minutos, o Sporting chegou ao empate (2-2) num grande pontapé do dinamarquês Hjulmand, de fora da área e o tempo depois veio a reviravolta, precisamente aos 89 minutos, após uma jogada de insistência de St. Juste, que em apoio ofensivo criou superioridade numérica, fazendo a bola chegar aos pés de Harder, que num remate fortíssimo fez o 2-3.
Apesar da vantagem, o Sporting não se conformou e Harder, com mais um bonito golo (2-4), confirmou mais uma vitória “leonina”.
RESULTADOS DA 11.ª JORNADA
Santa Clara, 1-Guimarães, 0
Amadora, 2-Nacional, 0
Boavista, 0-Rio Ave, 2
Famalicão, 0-Arouca, 0
Casa Pia, 1-Farense, 1
Estoril, 0-AVS, 0
Moreirense, 3-Gil Vicente, 2
Sp. Braga, 2-Sporting, 4
Benfica, 4-FC Porto, 1.



