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MOÇAMBOLA

SONGO OBRIGADO A VENCER APÓS PERÍODO PERICLITANTE

Uma vitória esta tarde frente ao Desportivo de Nacala, na casa deste, colocará a União Desportiva do Songo com 49 pontos. Mas isso, por si, não será suficiente para terminar o Moçambola-2024 em primeiro lugar, uma vez que o seu oponente directo, com vantagem de dois pontos, se empatar alcançará a mesma pontuação e obrigará que se faça o desempate pelo critério da diferença entre os tentos marcados e sofridos, no qual está em desvantagem de cinco golos positivos. Por isso, além de vencer, deve esperar que o Ferroviário de Lichinga também ganhe aos “touros” para ser campeão.

Ganhando poderá qualificar-se de enorme superação a sua segunda volta, uma vez que é nela que conseguiu fazer mais pontos.

Destacar pela negativa a “travagem brusca” em Nampula na primeira volta (3-0) frente aos “axinenes”, na quinta jornada, mas esse período não fica manchado apenas por esse resultado. Lembramos que na terceira ronda os “hidroeléctricos” estiveram em vantagem de 0-2 sobre o Costa do Sol, na casa deste, permitindo o empate (2-2) na parte final da segunda parte, com o jogo praticamente controlado.

Também na jornada seguinte, na recepção ao Ferroviário da Beira, desperdiçou dois preciosos pontos, empatando sem golos, resultado considerado lisonjeiro para os campeões nacionais de 2023, que já nessa altura denotavam gritantes fragilidades. No entanto, deu a volta à crise, na Maxixe, batendo o Vilankulo (0-1) nos derradeiros minutos.

Esta podia ser uma vitória encorajadora e de conferir alento às restantes partidas da primeira volta, se o adversário seguinte não fosse a Black Bulls. Este jogo teve acesso à troca de “picardias”, que transbordaram para os 90 minutos e o resultado saldou-se num empate a um golo, que, segundo os relatos, teve sabor à vitória para os “touros”.  

Realce para um jogo extremamente difícil com o Ferroviário de Maputo, em franca recuperação, no campo do Afrin, onde conseguiu vencer por 0-1, e ainda na capital do país deu um correctivo ao “teimoso” Brera Tchumene (0-1), antes de receber e derrotar o Desportivo de Nacala na Vila do Songo (2-0). Neste despique, frise-se, os nacalenses alegaram um mau trabalho do quarteto de arbitragem.

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