Hoje a conversa é com Dário Monteiro, o rapaz cujo talento, aos 19 anos, forçou a Académica de Coimbra a contratá-lo ao Desportivo de Maputo. O “Puto Gingão” deixou marca indelével na Briosa e na cidade, e oito anos depois foi enriquecer as páginas da sua história noutros quadrantes, escalando clubes como Al Jazira (Emirados Árabes Unidos), Vitória de Guimarães e Estrela da Amadora (Portugal), Nea Salamina (Chipre), Mamelodi Sundowns e Supersport United (África do Sul), e Liga Muçulmana.
No seu percurso, Dário sagrou-se campeão pelo Desportivo em 1996, pelo Supersport United, em 2009/10, pela Liga Muçulmana, em 2010 e 2011, ele que depois desses sucessos achou de bom tom terminar a sua lustrosa carreira no Desportivo, em 2012. Para trás ficavam, também, duas presenças no CAN Burkina Faso-1998 e no CAN Angola-2010, sendo importante lembrar que saiu do seu pé quente o golo que levou os “Mambas” a essa Copa das Nações, marcado diante da Tunísia, no Estádio da Machava.
Sem mais delongas, vamos à história deste ex-atacante de raça, que inspirou gerações como jogador e agora molda e faz sonhar muitos jovens como treinador, já que logo depois de pendurar as botas abraçou a carreira técnica, trabalhando em clubes e nas selecções de formação. O pináculo das suas prestações na pele de timoneiro aconteceu em 2020, quando levou a selecção de Sub-20 à conquista do Torneio Cosafa.
DA ILHA DE MOÇAMBIQUE
À DESCOBERTA DO MUNDO
Dário Alberto Jesus Monteiro nasceu na Ilha de Moçambique, em Nampula, a 27 de Fevereiro de 1977, mas a sua relação com a Ilha é apenas de nascença, visto que quando veio a Maputo era ainda um bebé. Profissionalmente, Mário Monteiro, seu falecido pai, começou por trabalhar como Polícia de Trânsito e terminou como bancário. A sua mãe, enfermeira, chama-se Angelina Paula de Jesus, que se estreou na maternidade com Dário, que tem mais três irmãos, a saber Arnaldo Monteiro, Clementina (a única mulher) e, por fim, Paulo Jorge.


