O marasmo continua no boxe na cidade de Maputo, onde todos ralham e ninguém tem razão, sintomático de uma casa onde não há pão.
Hoje, a “nobre arte” na capital vive dias negros, sem competições e com a Associação de Boxe da Cidade de Maputo (ABOCM) sem direcção, depois da renúncia de Hélder Sousa. Ou seja, o boxe não tem rumo na cidade de Maputo, onde houve uma iniciativa de eleições para os novos corpos gerentes da modalidade em Junho, mas que foi alegadamente sabotada por alguns clubes e pessoas do “mal”, conforme denuncia o presidente da Mesa da Assembleia-Geral da ABOCM, Frederico Mapissane.
“Estava tudo a postos para a realização das eleições em Junho, mas estranhamente alguns elementos da direcção cessante inviabilizaram o escrutínio, alegando que o mandato está ainda em vigor, mas isso não constitui verdade, porque eles já têm mais de quatro anos no cargo. Pela documentação que tenho, ou seja, acta da última assembleia-geral electiva por mim dirigida, essa direcção já está fora do mandato há vários meses. Eles foram eleitos em Novembro de 2021, mas agora dizem que só aceitam ir ao pleito eleitoral no fim deste ano”, denuncia Mapissane.
“As eleições estavam marcadas para Junho e todos os fazedores do boxe estavam de acordo com as datas. Só que do nada, após uma reunião entre a direcção cessante e os clubes, tudo mudou. Os clubes que tanto clamavam pelas mudanças, já não querem eleições na Associação”, lamentou, avisando que, se a situação prevalecer, terá de “lavar as mãos”.
Para além de Mapissane, as denúncias da sabotagem das eleições são apresentadas também por treinadores, dirigentes e árbitros da cidade de Maputo.
























