Um jogo da primeira eliminatória da Taça de Itália da Série D, entre Sarnese e Ebolitana Calcio, só ficou decidido após uma maratona de 42 grandes penalidades, com a equipa da casa a vencer por 21-20 e a garantir a passagem à fase seguinte.
Disputado no Estádio Squitieri, o encontro foi equilibrado e teve poucos motivos de interesse até à recta final. A Ebolitana adiantou-se no marcador aos 78 minutos, por intermédio de D’Angelo, mas o Sarnese evitou a eliminação ao restabelecer a igualdade através de Foggia, já perto do apito final.
A decisão seguiu para as grandes penalidades e a série tornou-se interminável. Depois de uma falha para cada lado nos primeiros cinco remates, os jogadores começaram a repetir as cobranças. Até os guarda-redes tiveram de assumir a responsabilidade de marcar. O momento decisivo surgiu no 41.º “penalty”, quando Iuliano, guarda-redes do Sarnese, defendeu o remate do seu homólogo Puca. Na cobrança seguinte, Odendo não falhou e garantiu o triunfo por 21-20.
A formação orientada por Pasquale Schiattarella, antigo jogador de SPAL, Benevento e Parma, avançou assim para a fase seguinte da competição. Apesar da longa série, este não foi o desempate mais extenso de que há registo. Na Coreia do Sul, um encontro entre Yongin Taesung e Cheongju Daesung chegou às 62 grandes penalidades. Na República Checa, em 2016, Batov e Frystak precisaram de 52 remates. ( A BOLA)

