Se você gosta do desporto moçambicano (particularmente do basquetebol) e não conhece Isidro Amade, alguma coisa não está bem consigo como desportista. É um nome incontornável, ele que praticou futebol, basquetebol, natação e ginástica, antes de parar de competir por lesão e dar início a uma lustrosa carreira como dirigente no Ferroviário de Maputo.
Entrou do dirigismo aos 19 anos. Qual um autêntico bombeiro, virou um faz-tudo. Ocupou uma infinidade de cargos no clube, em modalidades como atletismo, hóquei, futebol e basquetebol. Foi chefe do departamento de basquetebol, secretário da direcção, responsável do hóquei em patins, coordenador de futebol e de basquetebol, vice-presidente da mesa da assembleia-geral, primeiro vogal, director desportivo, coordenador da alta-competição, entre outros.
Embora tenha boas memórias também no futebol, ao lado de Arnaldo Salvado, não há dúvidas que foi no basquetebol onde esteve ligado à fase mais dourada do Ferroviário de Maputo, conquistando, em ambos os sexos, campeonatos nacionais, taças de Moçambique, taças dos Clubes Campeões de África, vice-campeonatos africano, além de um quinto lugar na Fase Final do Basketeball Africa League (BAL).
Representou o clube em várias missões nobres, em países africanos como África do Sul, Angola, Egipto, Argélia, Gana, Camarões, Zâmbia, Tanzania, Zimbabwe, Botswana, Ruanda, entre outros, bem como esteve na França a acompanhar a preparação da equipa masculina de basquetebol, onde se preparou para participar na primeira edição da BAL, em 2021.
Com impacto directo em muitos títulos pós-independência, Isidro é até aqui o dirigente do Ferroviário de Maputo que conquistou o maior número de troféus imponentemente expostos nas vitrinas da imensa sala de troféus da colectividade verde-e-branca.
Vamos à sua história!


