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“Que fique claro que eu tenho boas relações com o Salvado e acho que isso será até à morte”. Foto: Inácio Pereira
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SALVADO É QUASE UM PAI E NÃO SAÍ DA SELECÇÃO… POR SUA CULPA!

Adino era um longilíneo com qualidades atléticas acima da média. O defesa central perspicaz que dava prazer a quem o visse jogar. Tinha um sentido de posicionamento sem mácula. Era tecnicamente evoluído e tinha uma frieza impressionante. Se calhar fosse por isso que, apesar do seu corpo esguio, nunca se viu em desvantagem para sair-se bem nas suas missões defensivas.

A sua vida desportiva fez de si um andarilho. Começou dos escalões de formação do Maxaquene e concluiu a iniciação no Costa do Sol. Teve no Têxtil do Púnguè a sua primeira experiência como sénior, antes de voltar para o Costa do Sol, onde foi campeão duas vezes (99-2000 e 2000-01), conquistou três Taças de Moçambique (1997, 99 e 99), além de duas Suppertaças (1999-2000 e 2000-01).

Enquanto jogador do Costa do Sol “aprendeu”, também, a vestir as cores da Selecção Nacional, com a qual esteve no CAN de Burquina Faso, em 1998, uma prova que marcou negativamente devido a um lance infeliz, ao não conseguir contornar a astúcia do egício Hossan Hassan, que roubou-lhe a bola e violou as redes dos “Mambas”, numa altura em que lutavam pelo empate.

Naturalmente que o técnico Arnaldo Salvado, que por confiança chamou Adino à Selecção Nacional pela primeira vez, ficou contrariado com aquele lance infeliz. Muita gente pensa que o tempo de vida de Adino nos “Mambas” foi encurtado por aquele lance, mas o jogador desfaz equívocos, dizendo que Salvado é quase um pai e até hoje tem boas relações com o técnico, que se calhar durarão até à morte.

Depois do Costa do Sol e da Selecção Nacional Adino peregrinou pelo Desportivo, FC Lichinga, Ferroviário de Lichinga, HCB, Matchedje e Vilankulo FC, onde terminou a carreira.

Fiquemos com a sua história.

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