Almiro Edson Daniel Lobo, ou simplesmente Miro, está na galeria dos melhores defesas esquerdos nascidos em solo moçambicano. Jogador reaçudo, com muita garra, determinação, força, técnica, velocidade, propensão para o jogo ofensivo e dono de fulminantes remates, o esquerdino evidenciou-se no Maxaquene.
Com a camisola “tricolor” jogou apenas dois anos, ganhou um campeonato (2003) e abalou para o Budapest Honvéd da Hungria, clube do lendário Ferenc Puskas, um dos maioes jogadores mundiais de todos os tempos.
Terminado o seu contrato de três anos com o Honvéd, Miro representou, sucessivamente, os sul-africanos do Bidvest Wits e Platinum Stars, ganhando a Telekom Cup em ambas, antes de voltar em 2012 para representar a ex-Liga Muçumana, com quem conquistou um campeonato e uma Taça.
Os “petrodólares” fizeram-lhe mudar de ideias. Era suposto que depois da Liga regressasse à África do Sul, onde tinha a família, mas o Bravos do Maquis, de Angola, apresentou uma proposta irrecusável e a partir de 2014 a esta parte Miro nunca mais saiu daquele país, sempre fiel aos Maquizardes, primeiro como jogador e agora como integrante da equipa técnica, já lá vão seis anos.
De férias em Maputo, onde aproveita para fazer o Nível A da CAF, Rostos & Rastos aproveitou a deixa para trocar dois dedos de conversa com o ex-internacioal dos Mambas, que conta, entre outras participações, com uma presença no CAN-2010, realizado em Angola, e outra no CHAN-2014, na África do Sul.

