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Miro está em Maputo para fazer o Nível A da CAF, cujos módulos vão até Dezembro. Foto: Sérgio Manjate
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ROSTOS & RASTOS

MIRO FOI UM MIMO COMO JOGADOR QUER SER CAMPEÃO COMO TÉCNICO

Almiro Edson Daniel Lobo, ou simplesmente Miro, está na galeria dos melhores defesas esquerdos nascidos em solo moçambicano. Jogador reaçudo, com muita garra, determinação, força, técnica, velocidade, propensão para o jogo ofensivo e dono de fulminantes remates, o esquerdino evidenciou-se no Maxaquene.

Com a camisola “tricolor” jogou apenas dois anos, ganhou um campeonato (2003) e abalou para o Budapest Honvéd da Hungria, clube do lendário Ferenc Puskas, um dos maioes jogadores mundiais de todos os tempos.

Terminado o seu contrato de três anos com o Honvéd, Miro representou, sucessivamente, os sul-africanos do Bidvest Wits e Platinum Stars, ganhando a Telekom Cup em ambas, antes de voltar em 2012 para representar a ex-Liga Muçumana, com quem conquistou um campeonato e uma Taça.

Os “petrodólares” fizeram-lhe mudar de ideias. Era suposto que depois da Liga regressasse à África do Sul, onde tinha a família, mas o Bravos do Maquis, de Angola, apresentou uma proposta irrecusável e a partir de 2014 a esta parte Miro nunca mais saiu daquele país, sempre fiel aos Maquizardes, primeiro como jogador e agora como integrante da equipa técnica, já lá vão seis anos.

De férias em Maputo, onde aproveita para fazer o Nível A da CAF, Rostos & Rastos aproveitou a deixa para trocar dois dedos de conversa com o ex-internacioal dos Mambas, que conta, entre outras participações, com uma presença no CAN-2010, realizado em Angola, e outra no CHAN-2014, na África do Sul.

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