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A cerimónia foi honrada pela presença do Presidente da República, Daniel Chapo. (Foto: S. Manjate)
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COMBATENTE JOSÉ JÚLIO DE ANDRADE DESPEDIDO COM HONRAS DE ESTADO

Diz-se que os grandes homens nunca morrem. Apenas mudam de matéria, de casa, de identidade e passam a morar dentro de nós sob a forma de eterna saudade. É o que se pode dizer de José Júlio Ferreira de Andrade, primeiro Secretário de Estado da Educação Física e Desporto (SEEFD), que perdeu a vida na passada terça-feira, dia 28 de Julho.

O seu velório ocorreu na manhã da última sexta-feira, nos Paços do Município de Maputo, onde os elogios fúnebres — lidos pelos filhos, netos, antigos colaboradores da SEEFD, Associação dos Combatentes da Luta de Libertação Nacional (ACLLN), Comité Central da Frelimo e Ministério da Juventude e Desportos — foram um autêntico convite à reflexão.

A cerimónia foi honrada pela presença do Presidente da República, Daniel Chapo, do ministro da Juventude e Desportos, Caifandine Manasse, bem como de outras entidades ligadas ao Comité Central da Frelimo, aos antigos combatentes e a instituições governamentais e da sociedade civil.

De referir que, depois do velório, o cortejo fúnebre seguiu para o Cemitério de Lhanguene, onde os restos mortais do malogrado foram cremados.

HOMEM EXEMPLAR

DEDICADO E FRONTAL

As mensagens apresentadas aproximaram-se da dimensão real de José Júlio, um homem que, para os filhos, “pertence a uma geração que enfrentou alguns dos momentos mais decisivos da história do nosso país. Foi um homem que soube colocar os seus ideais acima dos seus interesses pessoais e que escolheu dedicar grande parte da sua vida à construção de uma nação livre, soberana e independente”.

Eles vincam que “foi, sobretudo, ao serviço da causa nacional que encontrou um propósito maior. Num período de profundas transformações históricas, juntou-se à Frelimo e à luta pela libertação nacional, assumindo os riscos e os sacrifícios que tal escolha exigia. Foram anos de esperança e convicção que o levaram à França, União Soviética, Argélia, China e Tanzânia”.

Os filhos são de opinião que “os cargos que o finado acumulou contam apenas uma parte da sua história, pois aqueles que tiveram o privilégio de o conhecer recordam um homem de personalidade forte, de opiniões firmes e de uma frontalidade que nunca procurava agradar, mas antes ser verdadeira”.

Enaltecem o facto de o finado não se fazer valer apenas pelo que dizia, mas pela autenticidade com que vivia. Na família vai ser sempre recordado como alguém que “procurou transmitir valores que considerava essenciais: o amor à paz, à honestidade, à humildade, à integridade, ao trabalho e ao respeito pelo próximo. Acreditava que o verdadeiro legado de uma pessoa não se mede pelos bens que acumula, mas pelos princípios que transmite às gerações seguintes”.

Os filhos despediram-se “com profundo orgulho e gratidão. Orgulho pelo homem que foi, gratidão pela vida que viveu e pelo exemplo que nos deixou. Há vidas que se distinguem não pela sua duração, mas pelo significado que deixam. A vida de José Júlio Ferreira de Andrade foi, sem dúvida, uma dessas vidas”.

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