Em 1992, Moçambique testemunhava ao nascimento, do nada, de mais um fenómeno no atletismo nacional. Lurdes Mutola já era uma certeza, mas o olho atento do treinador Stélio Craveirinha descobriu uma basquetebolista que, a seu ver, tinha mais probabilidades de dar certo no atletismo do que na bol- ao-cesto. E não estava errado.
É só vez que no mesmo ano em que foi descoberta, Tina foi enviada a Portugal para um estágio pré-olímpico, porque já estava decidido que ela devia participar nas provas de 400 metros nos Jogos Olímpicos de Barcelona, Espanha.
Daí em diante foram cerca de 20 anos a correr atrás da glória mundial. No fim na epopeia, Tina sagrou-se campeã africana dos 400 metros, nos “Africano-93”, em Durban, África do Sul, bem como foi prateada em duas ocasiões, no “Africano-95”, em Harare, e nos Jogos da Commonwealth-98, em Kuala Lumpur, na Malásia.
Em 1993, Moçambique podia ter aplaudido um pódio nos Mundiais de Estugarda, Alemanha, mas o destino não quis que assim fosse. Tina teve uma queda que a prejudicou na recta final, quando acelerava para atacar os primeiros lugares.
A sua carreira terminou em 2009, aos 36 anos, altura em que ela decidiu servir de “lebre” em provas internacionais de 1500 metros. Já efectivamente aposentada, o amor pela cidade italiana de Trento falou mais alto. Sem surpresas, ela cedeu aos encantos do lugar e fixou-se lá. Abriu um negócio próprio e faz massagens desportivas e holísticas, segundo segredou-nos nesta entrevista feita remotamente.




















