Nos passeios, nas bermas das estradas e em terrenos baldios, multiplicam-se pessoas determinadas a perder peso, ganhar massa muscular ou simplesmente melhorar a condição física. Ao mesmo tempo, em vários bairros, pequenos ginásios improvisados, equipados com pesos feitos com recurso ao cimento, barras de ferro soldadas e halteres fabricados artesanalmente, recebem dezenas de pessoas que treinam diariamente sem qualquer supervisão técnica.
O fenómeno cresce de forma silenciosa e acompanha uma mudança nos hábitos da população. A preocupação com a saúde e com a aparência física leva cada vez mais pessoas a praticarem exercício, mas nem sempre da forma mais segura. Sem avaliação médica, sem acompanhamento de profissionais de Educação Física e, muitas vezes, orientados apenas por vídeos das redes sociais ou conselhos de amigos, milhares de praticantes desconhecem os riscos a que podem estar expostos.
A justificativa é que os custos elevados dos ginásios convencionais e dos treinadores pessoais também contribuem para o crescimento dos espaços improvisados. Para a maioria das pessoas, fabricar os próprios equipamentos ou treinar ao ar livre tornou-se a única alternativa.
Entretanto, o que muitos não sabem é que, sem orientação especializada, o exercício que deveria proteger a saúde pode transformar-se num perigo invisível.
























