Os Campeonatos Nacionais de Futebol de Juvenis e Juniores têm sido, há muito, a rampa de lançamento para os talentos que sonham com as camisolas das equipas principais. Mas este ano o torneio ganhou uma nova dimensão: é também palco de estreia para uma nova geração de árbitros que começa a dar cartas e a chamar a atenção da Comissão Nacional de Árbitros (CNAF).
Pela primeira vez, 36 juízes entram em cena na prova. São jovens com uma média de idade de 20 anos — a mais nova tem 18, o mais velho 24 —, distribuídos pelo país e prontos a mostrar serviço. A cidade de Maputo lidera o grupo com 18 nomeados: quatro são do sexo feminino, duas como assistentes e igual número como árbitras centrais, enquanto entre os 14 rapazes há dois centrais e 12 assistentes.
A província de Maputo contribui com mais 12 elementos, três dos quais raparigas — duas assistentes e uma central —, e nove rapazes, seis na linha lateral e três ao centro.
Na província de Gaza, uma assistente e um rapaz como árbitro central reforçam a lista. Sofala e Zambézia enviaram cada uma árbitra assistente. Já Niassa marca presença com duas juízas, uma assistente e outra central.
É um mapa que a CNAF quer alargar. Entre os novos rostos, um nome já sobressai: Verónica Manhique, de 18 anos, natural de Gaza. A jovem árbitra tem merecido elogios nas suas actuações e está sob o olhar atento dos técnicos da comissão destacados para supervisionar o campeonato.
“Estamos a renovar, estamos a pensar que daqui a três ou quatro anos irão substituir os mais velhos”, explica Eduardo Mahumane, gestor do Departamento de Arbitragem. “Este projecto enquadra-se na aposta da CAF e da COSAFA na juventude. Continuaremos a apostar e esperamos trazer mais províncias”, enfatizou.
O “Nacional” de Juniores deixa de ser apenas uma montra para quem joga com a bola.

